Gears of War: E-Day chega nesta terça (06/10) com a melhor recepção da franquia em anos. Mas, por trás da nota boa, o estúdio The Coalition vive um clima tenso: segundo a Eurogamer, desenvolvedores temem ser demitidos logo depois do lançamento, antes mesmo de receberem o bônus ligado à nota do jogo na crítica.
![]()
Imagem: Xbox Game Studios / The Coalition.
A nota mais alta da série desde a era Epic
No Metacritic, E-Day soma 88 pontos, com 50 resenhas. É a nota mais alta de um Gears of War desde que a Epic Games tocava a franquia, superando Gears of War: Judgment (79) e os dois jogos anteriores feitos pela própria Coalition, Gears 4 e Gears 5 (84 cada).
Ficha do lançamento
- Lançamento 6 de outubro de 2026
- Plataformas Xbox Series X/S, PC (Steam) e Xbox Cloud. Sem versão de PS5
- Nota no Metacritic 88 pontos, 50 resenhas, a mais alta da série desde a era Epic
- Pré-vendas no Steam Cerca de 120 mil, consideradas “fracas” pra uma produção AAA, segundo o analista Rhys Elliott
Um bônus em risco
O problema é o que vem depois do lançamento. Segundo fontes da Eurogamer dentro da Coalition, o estúdio já perdeu o diretor de história, Juan Vaca, demitido pouco antes do lançamento, além de um punhado de outros desenvolvedores dispensados discretamente. Quem ficou corre o risco de perder um bônus ligado à nota do jogo na crítica, porque o contrato exige que o funcionário ainda esteja na empresa no momento do pagamento.
“É difícil acreditar em qualquer coisa que eles dizem.”
— Desenvolvedor da The Coalition, à Eurogamer (tradução livre, anônimo)
O clima piorou porque a equipe esperava que os cortes só viessem depois do lançamento, e as saídas antecipadas pegaram todo mundo de surpresa. O temor agora é fazer parte de uma nova onda de demissões, ou até ver o estúdio passar pro guarda-chuva da Activision, como já aconteceu com a Rare e com o estúdio de Age of Empires dentro da reestruturação que a CEO da Xbox, Asha Sharma, anunciou em julho, com 3.200 cortes previstos ao longo do ano fiscal.
A polêmica do cancelamento no PS5
Outro ponto de discórdia é a ausência do jogo no PS5. Em junho, a Microsoft confirmou que uma versão para o console da Sony, que já estaria em desenvolvimento, foi cancelada. O analista Rhys Elliott, da Alinea Analytics, argumentou que a decisão foi um erro, justamente por causa das pré-vendas consideradas fracas no Steam:
“Na minha opinião, não deveriam ter cancelado aquela versão de PlayStation. Isso teria somado uma receita extra bem necessária, a versão já estava em desenvolvimento, segundo relatos, e Gears não é mais necessariamente um vendedor de consoles.”
— Rhys Elliott, analista da Alinea Analytics (tradução livre)
A opinião rendeu reação forte: Elliott afirmou ter recebido ameaças depois de publicar a análise.
Fontes: Kotaku, WCCFTech, Metacritic, Push Square